quinta-feira, 27 de agosto de 2009

HISTÓRIA (PARTE) DE SÃO JOAQUIM DO MONTE-PE



Histórico constante na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros, Volume XVIII, páginas 263/266- 1958 - IBGE- Rio de Janeiro-RJ



"Até 1890, o local onde hoje está edificada a cidade era uma propriedade deserta, pertencendo aos senhores MANOEL QUINTINO DOS SANTOS, Capitão Manoel Antônio (português de origem) e Manoel Caetano da Costa. Nas suas imediações havia uma casa denominada "Casa Nova" de Aba da Serra (nome primitivo de São Joaquim do Monte), então pertencente ao Capitão Manoel Antônio.


Em 1891, foi dado o ponto de partida para a formação dessa cidade, com a construção da primeira casa, feita por MANOEL QUINTINO DOS SANTOS, senhor de saudosa memória. No local temos hoje o confortável prédio residencial pertencente à viúva de José Vitorino, na Praça Coronel Joaquim Lima. Após essa construção, marco indelével do início de São Joaquim, entre outros que ajudaram na sua formação, citam-se os senhores José Vitoriano(?) de Oliveira (Cazuzinha), Manoel Franklin da Silva, José Malaquias de Menezes, Antônio Gameleira, Francisco Gameleira, Joaquim José de Lima, Manoel Félix de Menezes, capitão José Joaquim de Melo e José Joaquim de Melo, que se aliaram ao ideal de MANOEL QUINTINO DOS SANTOS.


O avanço rápido do novo Povoado foi dado pelo destimido e progressista batalhador José Joaquim de Melo ("José Gameleira") que a partir de 1911 deu início a construção de centenas de casas. José Vitorino de Carvalho, deve ser lembrado também, pelo seu amor a essa terra, chegando a construir inúmeros prédios.


O primeiro nome dessa localidade foi "Aba da Serra", isto porque ficava nas proximidades de uma serra, hoje conhecida como "Serra do Monte". Logo que passou a chamar-se de São Joaquim. Diz-se que foi dado esse topônimo em homenagem ao político de maior evidência da época, Coronel Joaquim José de Lima. No ano de 1896 foi erigida uma Capela, tendo como patrono São Sebastião. Dois anos mais tarde, o Padre Joaquim da Cunha Cavalcanti, celebrante mensal em São Joaquim, de comum acordo com o Coronel Joaquim José de Lima, resolveu definitivamente sobre a escolha do Padroeiro de seus fiés e da terra que crescia, preferindo São Joaquim a São Sebastião. Em 1913 foi iniciada a construção de uma nova Capela, mais ampla e confortável, por orientação do Missionário Frei Epifânio que pregava aqui na épova (igreja atual), a qual em 1914 ou 1915 foi inaugurada sob a aclamação geral do povo. Entre centenas que ajudaram nessa obra, salienta-se sobremaneira o Coronel José Joaquim de Melo ("José Gameleira") que além de doar todos os tijolos necessários, ainda emprestou carros-de-bois para fazerm o transporte de materiuais para o local da construção.


São Joaquim elevou-se à categoria de Vila no ano de 1909, pela Lei Estadual Nº 991, de 1º de julho, devido, principalemnte à construção decidida do senhor José Gomes Cabral de Andrade que então fazia parte do Conselho Municipal do Bonito. Elevada a esta posição (de Vila), foi escolhido pelo mesmo Conselho, o senhor Manoel Franklin da Silva para o cargo público de Juiz do Distrito, e João Pio Guerra para Oficial do Registro. Os políticos de maior evidência desde 1891 até a elevação à Vila foram os senhores: Capitão José Antônio; Coronel Joaquim de Lima; Antônio Gameleira; Francisco Gameleira; José Joaquim de melo; Manoel Franklin da Silva; Manoel Félix de Menezes e José Porfiro de Carvalho.


Vinte anos após a elevação do Povoado à categoria de Vila, seus filhos conseguiram sua emancipação politica, conforme Lei Estadual Nº 1931, de 11 de setembro de 1928. O primeiro Prefeito da nova comuna foi o Coronel Joaquim José de Lima. Pelos Quadros de Divisão Territorial de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937 e ainda pelo Anexo ao Decreto-Lei Estadual Nº 92, de 31 de março de 1938, o Município de São Joaquim do Monte era Termo Judiciário da Comarca do Bonito, assim tendo permanecido na Divisão Territorial determinada por força do Decreto-Lei Estadul Nº 235, de 9 de dezembro de 1938, para vigorar no quinquênio 1939-1943. A mesma situação foi confirmada pelo Decreto-Lei Estadual Nº 952, de 31 de dezembro de 1943, o qual estabeleceu a Divisão Judiciário-Administrativa vigente em 1944-1948, sendo porém que nesse período, o Município e o Termo se denominavam Camaratuba.


Por força do Decreto-Lei Nº 1.116, de 14 de fevereiro de 1945, dando execução ao Decreto-Lei Federal Nº 7.300, de 6 de fevereiro de 1945, foi criada a Comarca de Camaratuba com Termo do mesmo nome, desmembrada da de Bonito. O Município compõemse de três Distritos: São Joaquim do Monte (ex-Camaratuba), Batateira e Batente. Esta situação persistiu por força da Lei Nº 1819, de 30 de dezembro de 1953.


LOCALIZAÇÃO: Situado na Zona do Agreste, o Município de São Joaquim do Monte dista da Capital estadual (Recife) 111 Km, em linha reta, no rumo O.S.O. As coordenadas da Sede Municipal são as seguintes: latitude Sul: 8º 29' 10"; longitude W.Gr.---35º 47' 30". A altitude atinge 450 metros.


CLIMA: Tipo de clima: As'--- Quente e úmido com chuvas de inverno e máximas no verão. Faixa de transição entre Zona da Mata e o "Polígono das Secas".


ÁREA: É avaliada em 373 quilômetros quadrados.


POPULAÇÃO: Segundo o Censo de 1950, era de 24.282 habitantes, sendo 11.693 homens e 12.589 mulheres. A densidade demográfica correspondia a 65 habitantes por quilômetro quadrado. Residiam no Quadro Urbano 8,9% da população.

2 comentários:

  1. Boa tarde
    Descobri resentimente que tenho como descendente um dos fundadores de São Joaquim do Monte,o dono da "casa nova" gostaria de saber se existe mais informações e imagens sobre Manoel Quintino dos Santos e Capitão Manoel Antonio, pois o meu avô faleceu devido ao ferimento a bala em sua residencia é tudo que descobri,saber se ainda ha parentes.
    Agradesço desde já

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  2. Alguém saberia me informar quem foram os primeiros vereadores de São Joaquim do Monte e o sub prefeito, eleitos em 1928?

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