quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO- COM PAZ E PROSPERIDADE




QUE O ANO DE 2010 SEJA COM PAZ E AMOR!



Que DEUS conceda Paz, Amor e Prosperidade ao povo brasileiro, e especialmente aos nordestinos onde o sofrimento sempre tem sido maior. Que a violência desenfreada diminua ou seja extinta. Que o povo tenha JESUS em seu coração, pois se assim ocorrer, certamente tudo melhorará. Que DEUS proteja as crianças e adolescentes do Brasil, defendendo-as da pedofilia e das drogas, e ainda da violência doméstica.



Que não tenhamos novas guerras no Mundo e que se acabem as existentes!


AMÉM!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

JORNAIS DIVERSOS NO AGRESTE DE PERNAMBUCO

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De conformidade com Catálogo existente no "Arquivo Público Estadual Jordão Emerenciano" do Estado de Pernambuco, vários jornais foram publicados nos Séculos XIX e XX em Municípios pernambucanos, muitos dos quais desapareceram e surgiram depois com o mesmo nome em Municípios diferentes. Por exemplo: no ano de 1914 surgiu o jornal Vanguarda em Vitória de Santo Antão; ano de 1918 surgiu o Jornal Vanguarda na cidade de Água Preta-PE; também o jornal Vanguarda em Caruaru no ano de 1932 e finalmente o jornal Vanguarda em Garanhuns em 1933.


No ano de 1915 circulou na cidade de Panelas o jornal "Correio de Panellas"; na cidade de Agrestina (ex-Bebedouro) foi editado o "Jornal de Agrestina" em 1957, foi o seu proprietário o Sr. Pedro de Alcântara Guilherme e Diretor Constâncio Maranhão, bem como os jornais: Gazeta da Paróquia em 1937; Lyrio em 1919; A Verdade em 1934; O Vigia em 1904; A Voz de Bebedouro em 1934.


Já na cidade de Altinho podemos registrar os seguintes jornais: "O Contemporâneo" em 1901, Gazeta do Povo em 1919, Jornal Mister em 1982, Jornal Sobral em 1981, jornal Opção em 1982, a Voz Infantil do Altinho em 1939.


Por outro lado na cidade de Belo Jardim tivemos os seguintes jornais: O Centro em 1933; Gazeta do Bitury em 1983; Gazeta Central em 1927; O Imparcial em 1926; O Interior em 1931; Gazeta de Bello Jardim em 1923; O Município em 1925; A Vontade em 1939; A Voz do Agreste em 1953; A Voz da Festa em 1953; A Voz da Verdade em 1953.


Na cidade dos Bezerros registramos o seguintes jornais: Correio de Bezerros em 1925; O Correio de Bezerros em 1934; O Democrata em 1935; A Época em 1929; A Folha dos Bezerros em 1957; A Formiga em 1915; Jornal dos Bezerros em 1931; O Mensageiro em 1924; O Momento em 1934; O Policial em 1918; O Porta-Voz em 1914; O Reverbero em 1919; O Sindicato-Jornal em 1934; O Social em 1909; A Trincheira em 1917; e a Verdade em 1934.


Na cidade do Brejo da Madre de Deus registramos dois jornais antigos que foram publicados: O imparcial em 1935 e o Vale em 1945.


Na cidade do Bonito tivemos: A Época em 1920; A Evolução em 1916; Tribuna do Bonito em 1953, entre outros.


Na cidade de Caruaru podemos registrar os seguintes jornais:


AGRESTE em 1946; ACIANO em 1952; ALFINETE em 1934; O AMIGO DA ONÇA 1948; ANNO NOVO em 1934; AVANTE em 1936; AVELOZ em 1935; O BERIMBAU em 1919; O BLOCO em 1907; O BOHEMIO em 1908; O BOMBACHA em 1954; O BRAÇO VERDE em 1935; CARUARU-JORNAL em 1928; CARUARU-JORNAL (2ª fase) em 1935; O CARUARUENSE em 1919; CARUARU ROTÁRIO em 1959; O CATEQUISTA em 1933; O CHICOTE em 1957; CINCO DE NOVEMBRO em 1931; O CLARIM em 1919; COLUNAS em 1933; O CORIPHEO em 1900; DEBATE em 1982; A DEFESA em 1932/1945; DE TUDO EU SEI em 1919; O DEVER em 1908; O DIREITO em 1916; O DISCO VOADOR em 1954; O DITADOR em 1954; O ESPINHO em 1902; FOLHA DO SERTÃO em 1920; GANGA em 1951; O GATO em 1909; GAZETA ACADÊMICA em 1934; GAZETA DE CARUARU em 1931; GAZETA DO COMMERCIO em 1934; GAZETA LITERÁRIA em 1951; GAZETA DOS NOVOS em 1957; GAZETA UNIVERSITÁRIA em 1971; O GINASIAL em 1939; O GREGÓRIO em 1954; O GRÊMIO 1909; O IDEAL em 1916; O IMPARCIAL em 1938; JORNAL DE CARUARU em 1929; JORNAL DO LEGISLATIVO em 1962; O LIBERTÁRIO em 1934; A LUTA em 1913; O MENTOR em 1911; A MOCIDADE em 1936; O MOMENTO em 1935; A MURIÇOCA em 1938; O NÚCLEO em 1908; O PASSO em 1938; O POROROCA em 1934; O PROGRESSO em 1903; A PULGA em 1902; 15 DE ABRIL em 1932; O RÁDIUM em 1934; A RAZÃO em 1937; A REAÇÃO em 1934; O REPÓRTER em 1946; ROSEIRAL em 1935; UNIÃO em 1913; VANGUARDA em 1932; O VIGIA em 1899 o mais antigo; A VOZ DO AGRESTE em 1960; A VOZ DE CARUARU em 1931; A VOZ DO SIGMA em 1957. Caruaru só teve um jornal diário, isto na década de 80 que foi o DIÁRIO DO AGRESTE que teve uma vida de pouco anos e questionado por vários segmentos políticos e sociais de Caruaru contra o seu proprietário J. Nunes.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

PROFESSOR VICENTE MONTEIRO LECIONOU NO BREJO





O famoso Professor Vicente da Silva Monteiro, nasceu no dia 5 de setembro de 1858, diplomou-se pela Escola Normal do Recife, da qual foi o seu primeiro Diretor o Cônego Francisco Rochael de Brito Medeiros, filho do Brejo da Madre de Deus.


Foi fundador e Presidente da Banda Musical Comercial e da União Caixeiral. Trouxe para Caruaru a palma forrageira, difundindo a sua plantação que iria alimentar o gado bovino na época das estiagens. Foi uma figura importante integrada à sociedade caruaruense conseguindo angariar a simpatia de todos com quem conviveu, especialmente pela sua forma de comunicabilidade e fidalguia. Foi uma pessoa benquista em todas as camadas sociais, onde quando necessitavam aplicava injeções anti-ofídicas em pessoas picadas por animais peçonhentos. Elaborava gratuitamente para pessoas sem condições financeiras, "escrituras particulares" de imóveis. Ajudava em muito as pessoas que se encontravam presas por crimes banais, defendendo-as como "Rábula" ou Defensor Dativo, sempre solícito pelas boas causas.


Tempo depois, era nomeado para exercer o cargo de Professor Público da Escola Primária da cidade do Brejo da Madre de Deus, onde viveu por longos anos, tendo posteriormente sido removido para a cidade de Caruaru, onde criou raízes familiares, tendo falecido no dia 6 de fevereiro de 1920 com a idade de 62 anos. Hoje, existe um dos mais conhecidos educandários municipais em Caruaru com o nome de Grupo Escolar Professor Vicente Monteiro, denominação justa a um homem que se dedicou ao ensino primário.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

BANCO DO BRASIL TEM DENOMINAÇÃO EM 1808


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Na obra "Bancos no Brasil Colonial", de autoria do escritor Pinto Aguiar, edição de 1959, impresso pela Livraria Progresso Editora, às páginas 115/120, encontramos o seguinte:



"ESTATUTO PARA O BANCO PÚBLICO ESTABELECIDO EM VIRTUDE DO ALVARÁ DE 12 DE OUTUBRO DE 1808.



Art. I - Estabelecer-se-ha um Banco nesta Cidade do Rio de Janeiro, debaixo da denominação de BANCO DO BRAZIL, cujos fundos serão formados por acções; e o Banco poderá principiar o seu novo gyro, logo que haja em caixa cem acções.



Art. II - A duração dos privilégios do referido Banco será por tempo de vinte annos; e findos estes, se poderá dissolver ou constituir novamente aquelle corpo, havendo-o Sua Alteza Real assim por bem.



Art. III - Cada um dos accionistas do Banco, assim como não pode ter utilidade alguma que não seja na razão da sua entrada, também não responderá por mais cousa alguma acima do valor della.



Art. IV - O fundo capital do Banco será de 1.200:000$000, divididos em 1.200 acções de 1:000$000 cada uma. Porém este fundo capital poder-se-ha augmentar para o futuro por via de novas acções.



Art. V - É indiferente serem, ou não os accinistas nacionais ou estrangeiros; e portanto toda e qualquer pessoa, que quizer entrar para a formação deste corpo moral o poderá fazer sem exclusão alguma, ficando unicamente obrigada a responder pela sua entrada.



Art. VI - Toda penhora ou execução assim fiscal, como cível, sobre acções do Banco será nulla e prohibida.



Art. VII - As operações do banco constituirão a saber:



1- No desconto mercantil de letras de câmbio sacadas, ou aceitadas por negoiantes de crédito nacionaes e estrangeiros.



2- Na commisão dos cômputos que por conta de particulares, ou dos estabelecimentos públicos, arrecadar ou adiantar debaixo de seguras hypothecas.



3 - No depósito geral de toda e qualquer cousa de prata, ouro, diamantes ou dinheiro; recebendo, segundo o valor do depósito, ao tempo de entrega o competente pr~emio.



4 - Na emissão de letras, ou bilhetes pagáveis ao portador à vista, ou a um certo prazo de tempo, com a necessária cautela para que jamais estas letras, ou bilhetes deixem de ser pagos no acto da apresentação; sendo a menor quantia porque o Banco poderá emitir uma letra ou bilhete, a 30$000.



5 - Na commissão dos saques por conta dos particulares, ou do Real Erário, a fim de realisarem ou fundos que tenham em paiz estrangeiro ou nacional, remoto.



6 - Em receber toda a somma que se lhe offerecer a Junta da lei, pagável a certo prazo em bilhetes à vista, ou à ordem do portador ou mostrador.



7 - Na commissão da venda dos gêneros privativos dos contractos e administrações reaes, quaes são os diamantes, páo brazil, marfim e urzella.



8 - No commercio das espécies de ouro e prata que o Banco possa fazer, sem que se intrometa em outro algum ramo de commercio ou de indústria conhecido ou desconhecido, directo ou indirecto, estabelecido ou por estabelecer, que não esteja comprehendido no detalhe das operações que ficam referidas neste artigo.



Art. VIII - Não poderá o Banco descontar, ou receber por commissão ou prêmio, os effeitos que provierem de operações que se possam julgar contrárias à segurança do Estado, assim como os de rigoroso contrabando, ou supostos de transacções fantásticas e simuladas, sem valor real ou motivo entre as partes transactoras.



Art. IX - A Assembléia Geral do Banco será composta de 40 de seus maiores capitalistas; a Junta delle de 40: e a Directoria de quatro dos mais hábeis dentre todos. Em cada anno elegerá a mesma Assembléia cinco novos Deputados da Junta e dous Directores; e os que sahirem destes empregos poderão ser reeleitos.



Art. X - Os 40 dos maiores capitalistas, que hão de formar a Assembléia Geral do Banco, devem ser Portuguezes; mas qualquer Portuguez que mostrar a necessária procuração de um Estrangeiro que seja do número dos maiores capitalistas, pode represental-o e entrar na Assembléia geral; e no caso de haverem capitalistas de igual número de acções preferirão aquelles ou aquelle que pelos livros do Banco mostrar maior antiguidade na subscrição.



Art. XI - Para que um Accionista tenha voto deliberativo nas sessões do Banco, ha pelo menos de ter nelle o fundo capital de cinco acções; e quantas vezes tiver o dito cômputo, tantas votos terá na Assembléia geral; ben entendido que nunca o mesmo sujeito por qualquer motivo que seja, poderá ter mais de quatro votos; comprehendendo-se com um voto na dita Assembléia cada cinco accionista de uma só acção, à vista da competente procuração feita a um dentre elles; de sorte que se dous unicamente formarem o dito número de cinco acções, poderá um delles ter voto, apresentando a devida procuração.



Art. XII - A Junta do Banco terá a seu cargo a administração dos fundos que o constituem. Os quatro Directores serão os Fiscaes das Transacções e operações do Banco em geral; votarão em último logar na Junta; e todas as decisões se farão pela pluralidade dos votos, os quais no caso de empate serão decididos pela Assembléia geral.



Art. XIII - À exceção da primeira nominata dos membros da Junta e da Directoria do Banco, que será feita pelo Príncipe Regente Nosso Senhor, todos os Deputados da Junta do banco, e seus Directores serão depois nomeados pela Assembléia geral e confirmados por Diploma Régio, nomeando-se sempre para os ditos logares aquelles que forem sendo os propiretários de maior número de acções e excluindo-se os que tiverem menor entrada para o fundo de constitue o Banco.



Art. XIV - A Assemblía geral se fará todos os annos no mez de janeiro, a fim de se conhecer das operações do Banco no ano antecedente, e prover sobre a nomeação dos membros da Junta e Directoria, segundo instituto for e razão houver.



Art. XV - A Assembléia geral do Banco poderá ser convocada extra-ordinariamente pela Junta delle, quando ella tiver que propor sobre quaesquer modificações ou correcções, que se devam fazer nos seus Estatutos para utilidade dos Accionistas; ou quando a dita convocação lhe for proposta formalmente pelos Directores.



Art. XVI - Cada um dos Deputados da Junta terá a administração de um ou mais ramos das trasações e operações do Banco, de que dará conta na Junta; à qual sempre servirá de Presidente por turno um dos Directores, sendo Relator Geral das transacções e negócios do Banco o Diretor que houver servido de Presidente na antecedente sessão e assim sucessivamente.



Art. XVII - Os Directores terão a seu cargo prover sobre a exacta observância dos Estatutos do Banco: sobre a escripturação e contabilidade dos assumptos das trasações e operações e sobre o estado das baixas e registro das suas emissões e vencimentos das letras a pagar e receber; sem comtudo terem voto deliberativo nas Administrações particulares de cada um dos ramos das especulações do Banco; havendo-o tão sòmente em Junta, quando não servirem de Presidente; pois que então neste logar só terão para o desempate dos votos, não sendo estes dos Directores, porque neste caso a mesma decisão pertencerá à Assembléia geral.



Art. XVIII - O dividendo das acções se pagará em cada semestre à vista pela Junta do Banco e pelos correspondentes della ao accionistas das Províncias, ou aos residentes nas praças dos Reinos Estrangeiros.



Art. XIX - Do mesmo dividendo ficará sempre em um cofre de reserva a sexta parte do que logar a cada acção para o precioso commulado de fundos do qual receberão annulamente os accionistas cinco por cento consolidados.



Art. XX - Os ordenados dos empregados na Administraçãone Directoria do Banco, assim como os dividendos anuaes das acções, segundo o balanço demonstrativo della, serão estabelecidos pela Assembléia geral; e as despezas do expediente e laboratório do Banco serão feitas em consequência das determinações da Junta, sujeitas à aprovação da mesma Assembléia que as poderá diminuir ou augmentar, como lhe parecer mais conveniente.



Art. XXI - A Junta organisará o plano do expediente e escriprturação interior ou exterior dos begócios do Banco, que apresentará à Assembléia Geral do Banco pela Junta delle.



Art. XXII - Os actos judiciaes e extrajudiciaes, activos e passivos, concernente ao Banco, serão feitos e exercitados debaixo do nome genérico da Assembléia Geral do Banco pela Junta delle.



Art. XXIII - Os falsicadores de letras, bilhetes, cédulas, firmas ou mandatos do Banco serão castigado como deliquentes de moeda falsa.



Art. XXIV - Os presentes Estatutos servirão de acto de união e sociedade entre os accionistas do Banco, e formarão a base do seu estabelecimento e responsabilidade para com o público.



Palácio do Rio de Janeiro, em 8 de Outubro de 1808.



Dom Fernando José de Portugal."

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

EXÉQUIAS PARA O BARÃO DE VILA BELA


Barão de Vila bela, Domingos de Sousa Leão
*16.12.1819 - + 18.10.1879

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Na seção "Há um Século" do formidável jornal Diário de Pernambuco, edição de 19 de novembro de 1879, encontramos publicação que discorre pormenoradamente todas as solenidades fúnubres mandadas celebrar pelas exéquias do Barão de Vila Bela, quando do seu 30º dia de falecimento, atos religiosos que aconteceram na igreja de Santo Antônio na cidade do Recife.

CARUARU SOFRE COM A TERRÍVEL SECA DE 1877






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Na seção "Há um Século" do histórico e democrático jornal Diário de Pernambuco, edição de 10 de abril de 1878, encontramos a publicação de uma correspondência oriunda de Caruaru, neste Estado, falando da aflitiva e assustadora crise que o povo dali estava passando em decorrência da terrível seca ocorrida no ano anterior, a chamada "Seca de 77". Mesmo com o surgimento de chuvas em 1878 o sofrimento dos habitantes de Caruaru era patente, notadamente pela falta de gêneros alimentícios de primeira necessidade, e os que haviam eram com elevados preços, difíceis de aquisição pelos pobres habitantes.

QUIPAPÁ FESTEJA ELEVAÇÃO À VILA EM 1879



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Na seção "Há um Século" do tradicional e histórico jornal Diário de Pernambuco, edição de 29 de julho de 1879, foi publicada correspondência noticiando a alegria e festividades ocorridas na então Povoação de Quipapá, pelo fato de haver sido elevada à categoria de Vila, cujo predicamento foi em decorrência da Lei Provincial de Nº 1.402, de 12 de maio de 1879, cuja instalação ocorreu no dia 31 de dezembro de 1879. Quipapá foi elevada à condição de cidade pela Lei Estadual Nº 432, de 19 de maio de 1900.

CONFEITARIA EM 1879 OFERECE PRODUTOS DE NATAL





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Na seção "Há um Século" do histórico jornal Diário de Pernambuco, edição de 23 de dezembro de 1879, encontramos a publicação de que a "Confeitaria do Campos" em Recife, está apta a oferecer às famílias recifenses e outras que desejarem, vários produtos de consumo natalino, como sejam: 200 mil pastéis, vinhos, licores, sorvetes, cafés e bebidas de toda a espécie, frutas, bolos, pudins, presuntos, peixes, empadas, etc. etc.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O PADRE ITALIANO SE DEFENDE DE ACUSAÇÃO INJUSTA





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Continuando a inserir como postagem em meu Blog, matérias publicadas na seção do Diário de Pernambuco sob o título "Há um Século". Esta consta da edição do DP de 14 de novembro de 1879, e refere-se a uma carta-defesa subscrita pelo Padre Vicente Filips, um italiano que vivia em Recife àquela época e sentiu-se injustiçado pelo Sr. Dr. Ambrósio Machado Cavalcante.

MAESTRO CARLOS GOMES NO TEATRO SANTA ISABEL

Maestro Carlos Gomes























Ainda sobre à coluna "Há um Século" do Diário de Pernambuco, edição de 28 de outubro de 1979, temos agora a matéria com título de "Carlos Gomes", trata-se do famoso interbacionalmente Maestro brasileiro CARLOS GOMES, no dia 26 de outubro de 1879 apresentou-se no Teatro Santa Isabel em Recife, onde tocou entre outras composições, o famoso "GUARANY". Clique sobre a matéria para ampliar e ler.

"NASCIMENTO DO MESSIAS" - DIÁRIO DE PERNAMBUCO


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Na edição do jornal Diário de Pernambuco, de 24 de dezembro de 1979, uma Segunda-feira, na coluna "HÁ UM SÉCULO", consta uma matéria intitulada "Nascimento do Messias", muito bonita e bem elaborada. Essa coluna do Diário fica na mesma página onde se insere "Cartas à Redação" para onde no início da década de 80 do Século pretérito escrevi e foram publicadas dezenas de cartas em forma de crônicas, colecionando-as, e achei por bem, passados todos esses anos, fazer as postagens de algumas delas no nosso Blog, não deixando-as no esquecimento.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

HISTÓRIA DO BREJO DA MADRE DE DEUS - Newton Thaumaturgo - 05 Visitador Eclesiático

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O VISITADOR ECLESIÁSTICO


Há mais de dois séculos, no dia 3 de agosto de 1799, estava de conformidade com os documentos existentes e constantes nos livros da Paróquia do Brejo da Madre de Deus, o Cônego Joaquim da Saldanha Marinho, Presbítero Secular (Prebendado, de prebenda, canonicato) da igreja de Olinda, exercendo o cargo de Visitador Geral do Sul da Comarca das Alagoas, bem assim Delegado do Crisma, designado pelo Bispo Dom José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho.


Este mesmo Visitador recebeu poderes do referido Bispo, para instalar em Brejo, a Freguesia a qual tomou o nome de São José do Brejo da Madre de Deus.


Quando da lavratura do Termo que elevava a Capela de São José à condição de Matriz da Freguesia, onde o Visitador mencionado estabeleceu limites e deu outras providências, diz claramente que a mesma contava com 11.066 almas, que estavam sob a jurisdição eclesiástica da dita Freguesia, criada em 1797 e provida em 1799. Antes da elevação, a Capela de São José do Brejo da Madre de Deus era tida como filial da Matriz de Nossa Senhora da Luz, em Paudalho, neste Estado.


Pelos apanhados históricos que temos feito, baseados em documentos do Arquivo Paroquial, a jurisdição eclesiástica da Freguesia de Nossa Senhora da Luz do Paudalho, se estendia margeando o rio Capibaribe, razão pela qual o Brejo estava afeto àquela Matriz. Nessa época a Povoação de Paudalho se desenvolvia bastante, tendo o Bispo Dom Azeredo Coutinho criado ali um Curato, e que as instruções foram dadas pelo mesmo Antístite ao Visitador, que por sinal recaiu na pessoa do Cônego Joaquim da Saldanha marinho, tendo este, tomado posse no dia 31 de agosto de 1799, ou seja, 28 dias após a sua passagem pela Povoação do Brejo da Madre de deus, conforme registro nos livros existentes no Arquivo Paroquial.


Realizamos minuciosa busca no Arquivo Paroquial no sentido de encontrarmos um elemento esclarecedor à luz de documento, para saber exatamente quem esteve como Vigário da Freguesia do Brejo no período de 1792 até 1901, e não encontramos outro se não o Padre Manoel d' Assumpção assinando em todos os atos religiosos que compreende o mesmo espaço de tempo. Isto, no entanto, contraria ao que diz a Enciclopédia Nacional dos Municípios Brasileiros (IBGE), quando faz referência ao Brejo, dizendo que no dia 1º de novembro de 1799 era Vigário do Brejo o Padre Antônio da Costa Pinheiro, nome que não figura dentre os Padres que passaram pela citada Freguesia, quer como Vigário, Coadjutor, etc. Em 1806 é que esteve em Brejo como Vigário um Padre chamado MANOEL DA COSTA PINHEIRO, certamente confundido com o nome e a data atribuída ao Padre Antônio da Costa Pinheiro.

HISTÓRIA DO BREJO DA MADRE DE DEUS - Newton Thaumaturgo -04





FORMAÇÃO JUDICIÁRIA


De acordo com os quadros de Divisão Territorial de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como com o Anexo ao Decreto-Lei Nº 92, de 31 de março de 1938, o Município do Brejo da Madre de Deus é um dos Termos judiciários de que se compõe a Comarca de Belo Jardim, assim figurando na Divisão Territorial em vigor no quinquênio 1939/1943, fixada pelo Decreto-Lei Estadual Nº 235, de 9 de dezembro de 1938.


Face ao Decreto-Lei Estadual Nº 952, de 31 de dezembro de 1943, que fixou a Divisão Territorial Judiciária-Administrativa do Estado de Pernambuco, para vigoar no quinquênio 1944/1948, foi criada a COMARCA DA MADRE DE DEUS, constituída pelo Termo Judiciário Único de igual nome, desmembrado da Comarca do Belo Jardim.


Como já frisamos, a Comarca do Brejo da Madre de Deus, uma das primeiras a ser criada na Província, nos idos de 1833, sendo inclusive por algum tempo antes sido a Sede da Comarca do Sertão, uma das mais vastas de Pernambuco, onde os Corregedores e Ouvidores fixaram residência, sofreu várias quedas, tornando-se Termo de um ex-Distrito (Belo Jardim) e retomando a sua condição de Comarca de 1ª Entrância.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

HISTÓRIA DO BREJO DA MADRE DE DEUS - Newton Thaumaturgo - 03



2ª parte final do PREFÁCIO

Continuação:

Sobre a fundação do Brejo da Madre de deus, antes mesmo da publicação deste livro, o autor entrou em polêmica com estudioso da nossa história, a respeito do fundador ou fundadores, aparentemente discordantes que são as suas opiniões. Para Newton Thaumaturgo, que se baseia na "Enciclopédia Nacional dos Municípios Brasileiros", nos arquivos da paróquia e demais pesquias, o município do Brejo surgiu na localidade denominada "Tabocas", ainda hoje existente, onde se estabelecera o português André Cordeiro. Diferencia ele, quanto ao nascimento do município, que aí teria iniciado, e o nascimento da cidade do Brejo, a qual foi fundada pelos padres recoletas da Congregação de São Felipe de Nery. No capítulo IV, que trata da denominação, desmembramento, freguesia e patrimônio, o autor nos diz que a "fundação do Brejo da Madre de Deus, foi em 1751 e a da cidade em 1752, "todavia, diz também com muita evidência, o seguinte: que a uns trezentos anos passados, aqui no Brejo, havia se fixado o português André Cordeiro, tendo povoado o lugar Tabocas, onde residiu." Comparando com as pesquisas pessoais e penosas, o autor faz referência que no arquivo paroquial encontrou um registro de óbito, em livro de 1818, de uma mulher que contava com 75 anos de idade,casada, residente e que, por dedução, nascera no ano de 1743, antes portanto da chegada de padres recoletas. Apresenta ainda o autor, dados que justificariam a discordância existente no tocante à doação das terras à freguesia do Brejo, ainda não criada à época.
As terras, conforme o autor, e com base em suas pesquisas, seriam do lusitano André Cordeiro.
No capítulo IX o autor volta às "provas da fundação", dizendo tornar-se "até enfadonho, tantas notas com relação a um só fato." Fato que o autor afirma não ser de sua criação, mas com base em "acuradas pesquisas". Em "Memórias Históricas da Província de Pernambuco", volume 1, páginas 68/69, o autor, José Bernardo Fernandes Gama, registra que "a Villa do Brejo foi erecta no ano de 1833". Diz mais que "há 85 anos que o Brejo principiou a ser habitado", assinalando assim que havia povoação no ano de 1748, três anos antes da chegada dos recoletas do Oratório da Madre de Deus. Com esse registro Newton Thaumaturgo coleta mais um dado em favor do seu ponto de vista que é, a seu entender e de tantos outros, o ponto de partida da existência do Município do Brejo da Madre de Deus. A publicação da FIDEPE, de 1982 e oriunda da "Encicloédia Nacional do Muncípios Brasileiros"-1958, obsorve a tese defendida pelo autor quando discorre sobre a história do Brejo da Madre de Deus. É de se perguntar, afinal: por que não a polêmica? A história do Brejo precisa ser contada, divulgada, discutida até. Esse é um desejo abençoado, sobretudo para aqueles que cultuam a terra linda, o Brejo amado, a memória de nosso querido município, de tantas e tantas tradições. Como bem já disse Gustavo Krause, por ocasião do 10º Aniversário da FUNDARPE:" ao apgar o elo da tradição morre a cultura". A cultura, segundo ele, não é bem supérfluo, significando ainda" a identidade comunitária". Saudades, lembranças, emoções renovadas! é o mínimo que sentirão os brejenses e todos aqueles que gostam do Brejo, ao lerem as páginas dessa obra que o autor nos oferece, fruto de um denodado esforço, digno do nosso reconhecimento. Revivemos a nossa infância, as nossas vidas, os nosso elos. Nas ruas de nossa terra, nas csas de nossas ruas.Um momento, uma pessoa, uma lembranã, uma saudade.
Ouço os ecoos de um dobrado
Na rua de minha cidade
"Laranjeiras", o velho sobrado,
Recanto da minha saudade.
Tipos populares retornam às nossa mentes: Sá Aninha, Badé, Cajarana, Seu Cícero. Neco Cabecinha e tantos outros. A professora, D. Glorinha, mestra de muitas gerações, hoje falecida. Convivendo com alunos apimentados como "Beca de Doro", Toinho de "seu" Gustavo, o Sarará e Luiz de D.Laura, mais tarde o famoso Silveirinha, dstacada figura do rádio pernambucano e há pouco tempo falecido. O Cine Carlos Gomes, ao lado da Igreja do Bom Conselho é ponto de encontro da antiga sociedade brejense. Com Amaro Maciel, o "Marú", deleitando a todos com o seu trombone e acompanhamento, enquanto, na tela, desfilavam os astros de então. Tudo, em plena mudez. Lá estavam. Tom Mix, Tim Mc Coy, Hoot Gibson, Bufallo Bill, Richard Talmadge, Bucky Johnes, Bob Steele, os prefridos "cow-boys". Lembramo-nos dos carnavais; os estrudos, as limas de cheiro, os blocos, a "La Ursa". A tradicional rivalidade, os carnavalescos do Brejo e de Fazenda Nova, distrito querido e famoso. Aliás, sempre desejoso de emancipação. Em destaque, desde a inauguração de sua fonte de águas minerais até o belísimo espetáculo da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém.
Falar das casas senhoriais do Brejo, dos sobradões, da cadeia, das águas do cacimbão, do escorrêgo. é reviver na memória os acontecimentos que muitos viveram e transmitiram aos que lhs sucederam.
Newton Thaumaturgo é um "Jornalista Matuto", como bem o disse Albérico Magalhães Porto, que o conheceu no Brejo, ainda menino "a partiipar dos programas da Difusora do Cônego Antônio Duarte".
Nascido no Recife, casado com uma brejense e pai de três filhos. Iniciavacomo "jornalista interiorano", escrevendo para um pequeno jornal da Escola Cônego Rochae, do Brejo. Correspondente do "Jornal do Commercio(Recife), no Interior. Ajudou na organização do Arquivo Paroquial do Brejo. Por duas vezes foi Vereador. Participou de quase todas as atividades sócio-culturais e desportivas do município. Promoveu o 1º Encontro de Jornalistas do Interior de Pernambuco, na cidade do Brejo. Um ano após, realizou o 2º Encontro em Fazenda Nova, com a participação de Plínio Pacheco. Em Caruaru continuou escrevendo para a Rádio Difusora e jornais "A Defesa" e "Vanguarda". Correspondente do "Diário da Manhã". Sócio da Associação da Imprensa de Pernambuco, Secretário Administrativo da Câmara de Caruaru e Assessoor Legislativo de várias Câmaras Municipais. Publicou através da FIAM o livro "História de Panelas-Terra dos Cabanos".Publicou ainda o livro "O Barão de Buíque-também Barão do Poço". Newton Thaumaturgo luta contra a depredação dos registros históricos: livros, placas, árvores, bustos, estátuas, documentos, pinturas e objetos outros.É, na sua simplicidade, um modesto defesnsor da História Municipal.
A Newton Thaumaturgo, os nosso agradecimentos pela escolha do prefaciador, jejuno em atividade que tais. A sua intenção, temos certeza, estribou-se na lembrança de homenagear os filhos do Brejo da Madre de Deus, os quais, modesta e orgulhosamente representamos. Enrequecida está, nessa obra, a memória municipal. JOSÉ FALCÃO."

HISTÓRIA DO BREJO DA MADRE DE DEUS- Newton Thaumaturgo -02

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Quando da conclusão dos Volumes (6º ao todo) da História do Brejo da Madre de Deus, solicitei ao brejense autêntico Dr. JOSÉ FALCÃO, Médico e ex-Secretário da Saúde de Pernambuco, residente em Recife, para que o mesmo prefaciasse o livro, isto é um Prefácio só para os seis Volumes, e ele gentilmente aceitou e escreveu o seguinte:


"PREFÁCIO: (1ª parte)


"Eu nasci no município

De José, pai de Jesus

Lá do alto do Cruzeiro,

Ele vela os filhos seus.

Eu nasci numa terra linda,

O Brejo da Madre de Deus!


Sobre essa terra linda, o autor, Newton Thaumaturgo, traz aos brejenses, aos pernambucanos, aos brasileiros enfim, a "História do Brejo da Madre de Deus", tão esperada por quantos sabem de sua riqueza, de sua beleza, de seu pioneirismo, mormente tratar-se da narração histórica de um dos mais antigos municípios do Estado de Pernambuco.


Quís o escritor, após incessantes pesquisas para escrever a sua obra, tanto quantas lutas para publicá-la, que um filho do Brejo fosse o seu prefaciador. Para nós, uma grande e grata responsabilidade que, em última análise, significa uma forma de representar aqueles que, como nós, nasceram nessa querida terra.


Alguém já nos disse, e não nos recordamos quem, que o prefácio de um livro é aquela parte que, em geral, escreve-se no fim, coloca-se no começo e ninguém lê.


Menos por nós e mais pelo autor, pela pesquisa, pelo interesse, pela obra em si, pela descrição de fatos históricos de um município que fez história, cujos momentos de vida, a tantos enternece, gostaríamos que o contrário acontecesse. Seria dizer um pouco de Newton Thaumaturgo e sua obra, na visão de quem, mesmo sem privar de sua maior intimidade, fez jus à sua confiança, ao receber de suas mãos os originais da História do Brejo da Madre de Deus. Na visão de quem sempre se mostrou interessado por tudo que diz respeito à sua terra e que cobrava dos seus filhos ou daqueles que assim se tornaram, pelo amor irrestrito que aprenderam a dedicar ao Brejo, a publicação da história do seu município.


Deixamos o Brejo, numa longínqua manhã de domingo, em abril de 1941.Muitos anos, após, na década de 70, voltamos ao Brejo; desta vez acompanhado de mulher, filhos e familiares. Para que pudessem sentiro que era amar o Brejo, vez que durante anos, ouviram e sentiram eles o calor, o sentimento e o nosso orgulho natural, tanto quanto de outros brejenses que conosco conviveram. No caminho, a demora e a ansiedade eram inquietantes. Havia uma vontade incontida de ver, sentir e avaliar essa terra tão falada. De repente, o Brejo! toda, ou quase toda a cidade à vista, do alto da estrada velha que nos conduzia a ela, passando por Jaracatiá. Próximo à casa do velho Antônio Coêlho, vislumbrava-se a pérola da nossa infância, os recantos da nossa saudade e a imagem do que será eterno. Era a visão completa daquele anfiteatro natural, entre as Serras da Prata, do Ponto e do Estrago. Cenário de imorredouras recordações. De pronto, a visão do nosso nascer, do nosso crescer, da gente, das casas, das ruas, dos amigos, da escola, das igrejas, das festas, de seu chão fértil e de tantas coisas mais.


Tudo isso é o que descreve nesse livro, o Jornalista Newton Thaumaturgo, nascido no Recife e profundo estudioso da história di Brejo da Madre de Deus. Como bem diz ele, amar o Brejo já é ser brejense.


A história municipal tem como ´rgão de máximo incentivo o Centro de Estudos de História Municipal, criado no interior da Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco-FIAM. No professor Luiz Delgado, já falecido, teve um "pioneiro" e defensor constante da História Local", como diz o próprio autor.


José Luiz Delgado, a quem também muito se deve, pelo incentivo e grande trabalho prestado à história municipal, asim se refee em artigo sobre o assunto: "De há muito Pernambuco se destaca no cenário nacional por reunir um contigente extremamente significativo, pela qualidade, quantidade, de memorialistas, cronistas e historiadores dedicados à memória do pequeno universo local em que nasceram - outro traço de pioneirismo pernambucano em matéria de culto do passado." Como bem descrevia ele, podemos dizer que Newton Thaumaturgo faz parte dos "pesquisadores que já trabalhavam por conta própria e por próprio amor". Não é iniciante e se propóe a escrever a crônica do Brejo, levantando todo o seu passado, numa incessante e paciente busca de muitos anos.Após a detida e prazeirosa leitura dos originais desse livro, não temos dúvida que o autor é realmente um pesquisador de história, não deixando influenciar pelas asas da fantasia que, se predominantemente forte, o conduziria ao perigoso terreno do romantismo histórico.


De certa feita. conversávamos com Luiz Wilson, médico,memorialista notável e poeta, sobre a História do Brejo da Madre de Deus, já em andamento e que ora apresentamos. Ele nos dizia então: "quero ver essa história do Brejo, que tem ser bem escrita, pois é de imensa riqueza e que a muitos interessa". O Brejo, dizia ele, "é uma espécie de mãe.!" Tantos municípios já tiveram a sua história contada. O Brejo não poderia ficar a reboque por tanto tempo. Os seus filhos, sobretudo, tanto quanto os demais pernambucanos, aguardam a publicação das memórias dessa tradicional e antiga comuna municipal.Parte dessas memórias, foram por nós vividas na infância, às quais damos o nosso testemunho. As famílias Falcão, Queiroz, Cordeiro, Muniz, das mais diretamente descendemos, se entrelaçam com as famílias Marinho. Maciel, Campos, Araújo, Batista, Amorim, Tavares, Magalhães, todas intresecamente ligadas à história do município. O Brejo é pois, uma grande família.


A curiosidade, diz Newton Thaumaturgo, foi a origem deste pequeno livro sobre a História do Brejo da Madre de Deus. A curiosidade do jornalista, que o levou à pesquisa histórica e a modéstia do homem, que o levou a escrever "um pequeno livro". Um pequeno livro sobre uma grande terra. Uma grande coragem de um homem simples. A partida foi alimentada pelo amor ao Brejo, incentivada pelo amigo Cônego Duarte Cavalcanti, pároco de então, que lhe fez dispor do quase bicentenário arquivo paroquial. A "Enciclopédia Nacional dos Municípios Brasileiros" e as estórias do bôca a bôca, o arranque inicial. No mais, os documentos imprescindíveis e as mais diversas fontes, a serem diligente e pacientemente consultadas, por quem se dedica a uma tarefa dessa natureza. A expectativa de quem espera o contar dos fatos que aconteceram nesse mais de duzentos anos do Brejo da Madre de Deus, é representada simbolicamente no palpitar do coração daquele que nós chamamos o patriarca do Brejo, Alípio Magalhães da Silva Porto, o Sinhôzinho; 96 anos de vida exemplar, de amor e dedicação ao Brejo. Na sua lucidez quase centenária, a ânsia inquietante de quem tanto participou dessa história e de quem tanto se interessou por ela. Muitas informações foram por ele transmitidas ao Newton Thaumaturgo.


Nas pesquisas iniciais, fala-nos o autor de uma polêmica sobre a data e local da fundação do Brejo da Madre de Deus, entre Mário Melo e José Queiroz, Jornalista e ex-Prefeito do Município. É de todos conhecida a existência de tribos diversas em localidades próximas à cidade do Brejo.


(2ª parte do Prefácio em nova postagem a seguir).


HISTÓRIA DO BREJO DA MADRE DEUS- newton thaumaturgo - 01

BREJO É DA MADRE DE DEUS



A curiosidade foi a origem de escrever e publicar livros sobre a História do Brejo da Madre de Deus, neste Estado de Pernambuco.


Certo dia, lendo um Volume da "Enciclopédia Nacional dos Municípios Brasileiros", de número XVIII, à página 70, deparei-me com a História que havia concernente à fundação do Brejo da Madre de Deus. O livro mencionado pertencia à Agência do IBGE na cidade, e me foi emprestado pelo então Agente de Estatística Izaías Gonçalves de Souza, hoje aposentado e residente na cidade do Brejo.


Depois de verificar detalhadamente os dados existentes sobre a História do Brejo da Madre de Deus, cheguei a concluir que muito se tinha a narrar, segundo os fatos mais importantes comentados por pessoas com idades bastante avançadas, muitos das quais com quase cem anos e ainda com grande lucidez, relatando acontecimentos que ouviram dos seus ancestrais.


Baseado nessas informações, fonte de real valor histórico, resolvi empreender pesquisas objetivando saber se esses comentários tinham base autêntica, pois, em caso afirmativo, faltava muita coisa interessante a ser contada sobre a verdadeira História do Brejo da Madre de Deus.


Procurei assim, o imprescindível apoio do dileto amigo, o Cônego Antônio Duarte Cavalcanti, então Pároco do Brejo, isto no ano de 1964, e com a aquiescência deste, fazer IN LOCO, uma pesquisa junto ao Arquivo da Paróquia, levando-se em conta a sua existênia quase bicentenária na época.


Utilizando uma lupa e com a preciosa colaboração do velho e sapiente amigo Cônego Duarte, consegui provas documentais de muitas histórias e estórias contadas nas ruas, nos bares, nas esquinas, pontos de encontros noturnos, mas sem quaisquer registros nos anais da vida do Brejo no que concerne à Administração Municipal.


Somente assim, tive condições de provar e dizer algo mais sobre a História do Brejo da Madre de Deus, onde catalogando cronologicamente livros antigos da Paróquia, bem como Arquivos particulares e fontes diversas, me foi possível formar grande parte da História que ainda não havia sido publicada.


A História do Brejo da Madre de Deus já conta com dois Volumes oficialmente publicados, um com publicação solene sob os auspício do Governo Municipal e o segundo Volume festiva e solenemente lançado no Plenário da Assembléia Legislativa de Pernambuco em 2003. Os demais Volumes, já concluídos, em número de quatro, estão aguardando publicação logo que isto seja possível, face aos dispêndios com impressão, uma vez que os dois Volumes editados foram oferecidos gratuitamente aos participantes nos lançamentos, às autoridades locais, Bibliotecas etc.


Ressaltamos, também, que foi publicado um outro livro de nossa autoria atinente à figura histórica do Barão de Buíque, Cel. Francisco Alves Cavalcanti Camboim, 1º Prefeito Constitucional do Brejo da Madre de Deus, livro este que foi lançado no Brejo da Madre de Deus, quando das solenidades comemorativas dos 100 anos da sua Emancipação Política que ocorreu em 1893/1993. Também com distribuição gratuita.

O GRANDE GOVERNADOR DE PERNAMBUCO: CONDE DA BÔA VISTA


O Governador de Pernambuco, Francisco do Rêgo Barros - CONDE DA BÔA VISTA
(1837-1844)


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Segundo as publicações em um livro editado durante a Gestão Administrativa do então Governador de Pernambuco, Dr. Manoel Antônio Pereira Borba, o Recife foi elevado à categoria de cidade por Carta Imperial datada de 5 de dezembro de 1823. Diz a obra que em 1824 o "Recife já era uma cidade de vida relativamente intensa, possuindo inúmeras ruas regularmente traçadas, grande número de estabelecimentos comerciais, vários edifícios públicos, como os da Alfândega, Casa da Fazenda, Administração do Correio, Relação, o do Arsenal, etc. e até um Teatro.


Em virtude do Ato do Conselho Geral da Província, datado de 15 de fevereiro de 1827 foi o Recife declarado Capital da Província.


O Ato do Conselho Geral confirmava uma Portaria no mesmo sentido expedida pelo Presidente da Província em 29 de dezembro de 1825, e contra a qual fizera a Câmara de Olinda uma reclamação ao Governo Imperial, que cometeu àquele Conselho a solução do caso.


No mesmo ano de 1827 foi aberto no dia 10 de setembro o Lyceu Pernambucano.


O Recife muito se desenvolveu, entrando em uma fase de extraordinário progresso sob a administração do Conde da Boa Vista (Franscisco do Rêgo Barros), cujo nome é citado hoje (1915) como o de um benemérito, tais os serviços por ele prestados a Pernambuco e especialmente à sua Capital.


No Governo do grande pernambucano foi reconstruído o Palácio Governamental sendo aproveitado o antigo edifício, onde então se encontrava o Erário Público; foram construídos um edifício para a Alfândega (criada por Ato de 17 de outubro de 1717) aproveitando-se o antigo Convento dos Padres da Congregação de São Felipe Nery da Madre de Deus; o Teatro de Santa Izabel, encendiado depois em 1869; uma Ponte Pênsil, em Caxangá sobre o rio Capibaribe, aliás a primeira no gênero construída no Brasil. Esta Ponte foi destruída por uma enchente daquela rio em 1869, sendo no mesmo local construída a atual, inaugurada em 1871.


Ainda sob o Governo do Conde da Boa Vista (Francisco do Rêgo Barros), foi construída considerável extensão de cais em grande parte da cidade; foram calçadas as ruas a paralelepípedos; foi reconstruída a antiga Ponte da Boa Vista; sendo também feitas as estradas de rodagem de Madalena a Caxangá, seguindo para o Interior; a que começa na Rua São Miguel em direção à Vitória, passando em Tejipió: a de Motocolombó em direção à Boa Viagem. etc.


Compreendendo que uma cidade como era a do Recife, uma das primeiras do Brasil pela sua população, número de prédios e vida comercial, não podia continuar sem conveniente abastecimento d'água contratou tal serviço, chegando a estabelecê-lo.


Contratou também o serviço de iluminação à gás, ficando porém o contratosem efeito devido a exigências posteriormente feitas pelos contratantes.


Finalmente criou uma Repartição de Obras Públicas, tendo mandado vir da Europa engenheiros competentes para na mesma servirem com o que muito lucrou a cidade.


Em suma, o Conde da Boa Vista (Francisco do Rêgo Barros) abriu com os seus atos demonstrativos de rara clarevidência administrativa, uma nova era de desenvolvimento, de progresso para o Recife.


Em 1843, a poipulação livre do Recife era calculada em 66.280 pessoas, feito o cálculo de cinco pessoas por residência e assim discriminada:


São Frei Pedro Gonçalves, 9.310 pessoas; Santo Antônio, compreendendo o então atual Distrito de São José 21.480; Boa Vista, compreendendo a Graça 15.865; Afogados, compreendendo a Várzea 10.340 pessoas; Poço, 9.285 pessoas. No ano de 1872 o Recife contava com a população de 92.052 pessoas incluindo-se a população escrava.


Em 1842 Francisco do Rêgo Barros foi agraciado com o título de Barão, promovido a Visconte em 1860 e elevado a CONDE DA BOA VISTA em 1866. Foi eleito Senador em 1850, e, em 1865 designado Presidente da Província do Rio Grande do Sul, acumulando as funções de Comandante das Armas, estando aquela Província já envolvida na Guerra do Paraguai.


Sentindo-se doente e sofrendo com probelams hapáticos, retornou ao Recife no início de 1870, onde morreu no dia 4 de outubro, na sua residência, situada no número 405 da Rua da Aurora, onde está localizada a Secretaria de Segurança, hoje Secretaria de Defesa Social. Foi a verdade, o Conde da Boa Vista senão o melhor, um dos melhores Governadores que Pernambuco já teve.

TERRENOS PERTECENTES A PERNAMBUCO EM 1915



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Durante o Gestão Administrativa (18.12.1915 a 18.10.1919) do então Governador do Estado de Pernambuco, Dr. MANOEL ANTÔNIO PEREIRA BORBA, foram publicados num livro tudo o que se referia a Pernambuco, como sejam: os seus bens móveis e imóveis, valores estimados de cada um, a situação e históricos dos Municípios existentes àquela época, situação econômico-financeira, indústrias e comércio , sindicatos, cooperativas, meios de transporte, de iluminação pública, residencial e industrial, enfim, um relatório completo e valioso até os dias de hoje como fonte de informação histórica de Pernambuco. Os valores estão em moeda corrente, isto é, em réis, (contos de réis, mil e tantos réis ou simplesmente tantos mil réis). Como seria bom se atualmente os Governadores de Pernambuco adotassem esse procedimento através de livro impresso e não virtual, via Internet. A História agradeceria.

sábado, 19 de dezembro de 2009

ALGUMAS DATAS E FATOS HISTÓRICOS DE CARUARU





Relacionamos com base em pesquisas documentais (livros de autores diversos e arquivos), inclusive compilação realizada pelo jornalista Cleômenes José de Oliveira, de saudosa memória, e que exerceu funções no Departamento de Imprensa da Câmara Municipal de Caruaru, quando eu exercia as funções de Secretário Administrivo da mesma Casa Legislativa Municipal:




1811 - As terras de Caruaru foram desmembradas do Município de Olinda e passaram a pertencer ao Município de Santo Antâo (hoje Vitória de Santo Antão);




1813 - o então Distrito de Caruaru foi desmembrado do Município de Santo Antâo para o Município de Bonito;




1844 - Pela Lei Provincial de Nº 133, de 2 de maio de 1844, foi criada a Freguesia de São Caetano, passando Caruaru a pertencer aquela Freguesia, continuando a pertencer juridicamente a Comarca do Bonito;




1848 - A Povoação de Caruaru foi elevada à categoria de Vila e desmembrada do Município do Bonito;




1849 - O então Presidente da Câmara Municipal do Bonito, Vereador Francisco Xavier de Lima, no dia 16 de setembro de 1849, instalou a 1ª Câmara Municipal de Caruaru;




1857 - A Vila de Caruaru foi elevada à categoria de cidade no dia 18 de amio de 1857, no entanto continuou subordinada aos poedres da Assembléia Legislativa Provincial e à Presidência da Província;




1867 - Em 20 de maio de 1867 foi criada e instalada a Comarca de caruaru;




1889 - Em 15 de novembro de 1889 a Cãmara Municipal foi dissolvida e criada a Intendência Municipal, sem autonomia administrativa.




1891 - Nesta data foi Promulgada a Constituição do Estado de Pernambuco;




- Em de setembro de de 1891 foram realizadas eleições municipais em todo Estado de Pernambuco, sendo as primeiras no novo regime republicano;




- Em 3 de dezembro o Congresso Nacional é dissolvido pelo Presidente Marecham Deodoro da Fonsêca;




- No dia 18 de dezembro é dissolvido o Congresso Estadual;




- No dia 23 de dezembro são dissolvidos os Conselhos Municipais;




- No dia 24 de dezembro são cassados os mandatos dos Prefeitos e Sub-Prefeitos;




- No dia 26 de dezembro a Junta Militar estabelecia o dia 21 de fevereiro de 1892 para a realização de eleições para Prefeito e Conselheiros Municipais.




1892 - A Junta Militar no dia 20 de janeiro demite todos os membros dos Conselhos Municipais;




- No dia seguinte, 21, realizam-se eleições;




- No dia 18 de fevereiro a Junta Militar estabelece o dia 25 de Março para a posse geral dos Prefeitos, Sub-Prefeitos e Conselheiros Municipais;




- No dia 25 de Março realizam-se as posses dos eleitos em 21 de janeiro para a regência do Município em regime constitucional e autonomia admiistrativa, de fato e de direito;




- No dia 10 de Julho, à revelia do Governo Estadual era instalada uma Comissão Municipal de Caruaru, com caráter de Órgão Executivo. Ao tomar conhecimento dessa posição, o Governador Alexandre José Barbosa Lima baixou um Ato dossolvendo o Conselho Municipal e a tal "Comissão" bem como destituindo de seus cargos o Prefeito e o Sub-Prefeito. Era o fim da primeira Prefeitura Municipal de Caruaru, cuja autonomia e cuja emancipação política desapareceriam melancolicamente, cinco meses após a posse dos eleitos;




No dia 3 de agosto de 1892, o Congresso Estadual decide emancipar politicamente os Municípios, decretando e promulgando a Lei Nº 52 - Lei Orgãnica dos Municípios. Os mandatos do Prefeito, Sub-Prefeito e Conselheiros Municipais seriam de três anos;




No dia 15 de agosto do mesmo ano, o Governador do Estado de Pernambuco resolveu dissolver todas as Prefeituras e todos os Conselhos Municipais do Estado. Com este Ato, desapareceria mais uma vez a emancipação política de todos os Municípios pernambucanos. No referido Decreto era designado o dia 30 de setembro de 1892 para nos termos previstos na Lei Nº 52, precederam-se em todo o Estado, eleições livres e democráticas, pars os postos de Prefeito, Sub-Prefeito e Conselheiros Municipais;




No dia 8 de Novembro o Conselho Mnicipal de Caruaru foi instalado e empossados o Prefeito e Sub-Prefeito, mesmo não existindo ainda autonomia.




1893 - No dia 1º de Março Caruaru constituiu-se Município autônomo por força da Lei Estadual Nº 52, tendo o Conselho Municipal se reunido em Sessão Extraordinária para receber o Prefeito eleito, Sr. João Salvador dos Santos, que declarava de acordo com a Constituição Política do Estado e a Lei Estadual Nº 52, estva instalado e constituído o Município de Caruaru, começando assim a funcionar legalmente a Prefeitura Municipal. Cumpridas essas formalidades legais, Caruaru passou a partir do dia 1º de Março de 1893 a ser Município autônomo, devidamente emancipado.




1930 - No mês de outubro tendo em vista a vitória da Revolução Liberal, o então Prefeito Sr, Leocádio Rodrigues Porto, o Sub-Prefeito e a Câmara de Vereadores foram depostos dos seus cargos e a Cãmara dissolvida.




1934 - Novas eleições demócraticas elegem o Dr. Celso Galvão, Prefeito de Caruaru e os novos Vereadores.




1937 - No dia 10 de novembro o Dr. Getúlio Dorneles Vargas com o apoio das Forças Armadas, fechou o Congresso Nacional e destituiu todos os Governadores dos Estados, com exceção do Governador do Estado de Minas Gerais, nomeando para substituirem os afastados, Interventores Federais.




1945 - O Estado de Direito voltou com a eleição do General Eurico Gaspar Dutra para a Presidência da República.




1946 - No dia 3 e dezembro foi eleito Governador do Estado de Pernambucoo Dr. Agamenon Sérgio de Godóy Magalhães e foi constituída a Assembléia Legislativa do Estado.




1947 - No mês de novembro foi eleito democraticamente para Prefeito de Caruaru, o Sr, Pedro Joaquim de Souza, e empossada a nova Câmara Municipal de Vereadores.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

UM POEMA À SURDEZ DE ALÍPIO MAGALHÃES

Alípio Magalhães da Silva Porto-"Sinhôzinho"


Quando exercia o cargo de Juiz de Direito na Comarca do Brejo da Madre de Deus, Pernambuco, o Dr. Cícero de Arroxelas Galvão, conheceu de perto a figura do antigo e íntegro ex-Prefeito e farmacêutico Alípio Magalhães da Silva Porto, conhecido por "Sinhôzinho", que era proprietário da então "Pharmácia Porto", não mais existentes. Tendo sido promovido o Dr. Cícero para a Comarca de Pesqueira, lá escreveu um Poema que o fez publicar no Jornal A VOZ DE PESQUEIRA, edição de 3 de julho de 1954, há precisamente 55 anos atrás, dirigido "ao espírito estóico de Alípio Magalhães", que era portador de uma surdez quase total, que para o autor do Poema intitulado "TRAGÉDIA HUMANA", era uma tragédia dentro de sua própria tragédia psíquica. Eis o Poema:



"Há nele uma tragédia, entanto, bravo e arguto,

O olhar a riste lança à terra e à humanidade,

E indômito e viril, e atlético e impoluto,

Reage interiormente à fera atrocidade...


Quer viver, quer sorrir, mas sua alma de luto

Faz deter-lhe o prazer da ebrifestividade,

Mas hercúleo e potente, o dedo aos céus, hirsuto,

Ainda aponta a dizer: cante em mim, mocidade!


Os tímpanos, porém, isócronos, lhe ecoam,

As doces sensações de vida e esboroam

E a trágica surdez lhe amordaça a ilusão...


Mas como o grego heróico e bravo e estóico e altivo,

Embora que a sentir-se a essa surdez cativo,

Ele brada, feroz--- PULSA MAIS, CORAÇÃO!"

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

"HÁ UM SÉCULO" - GARANHUNS E BREJÃO EM 1879



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O histórico Diário de Pernambuco, na edição de 21 de julho de 1979, na coluna intitulada "HÁ UM SÉCULO", na sua Revista Diária, fala-nos sobre notícias de Garanhuns e Brejo, ocorridas há 100 anos passados, registrando desta forma acontecimentos históricos, que se não publicadas, morreriam no esquecimento.

O MOLEQUE RESPONDEU AO "CORONEL"


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Sr. Francelino Araújo de Albuquerque





Há décadas passadas no Brejo da Madre de Deus residia um cidadão respeitável e respeitado por todos os habitantes daquele Município pernambucano: Sr. Francelino Araújo de Albuquerque, conhecido por "Sr. França Araújo". Era considerado como um "Coronel" da sua época. Havia sido Prefeito, e ocupado vários cargos políticos naquela comunidade. Era "Senhor de Engenho" (Bitury) e um grande produtor de café no Município, sendo considerado como o homem mais rico do lugar. Era de fino trato e símbolo da honradez por sua palavra, que quando empenhada, não era descumprido qualquer negócio ou compromisso. Gostava de repetir as palavras afirmativas ou negativas quando desejava decidir sobre qualquer assunto. Mas era também um homem bem humurado, mas conservador como nunca.Só andava bem trajado e com uma linda bengala à mão.

Certo dia "Sêo" França Araújo resolveu dar umas voltinhas pela cidade com o novo Juiz de Direito da Comarca, e ao passar por um menino negro de 13 a 14 anos, quís mostrar ao Juiz o seu espírito de humor, tirando uma brincadeira com o moleque, passando a sua mão sobre a cabeça dele, dizendo:

"Como vai seu filho da puta".

O menino sem pestanejar responde:

"Vou bem meu irmão."

"Sêo" França ficou pálido e concluiu:


"Muito bem. Muito bem. Muito bem. Eu não tinha que tirar liberdade com você. Respondeu bem. Fez bem, isso não vai mais me acontecer."

O Juiz de Direito que estava com ele e presenciou tudo, contornou dizendo: "Não leve em consideração isso, pois crianças não sabem o que dizem e a quem dizem." O que foi aceito por "Sêo" França Araújo.

O DIA QUE MATARAM O GALO...

Alípio Magalhães da Silva Porto -"Sinhôzinho"


Theodoro Cordeiro da Amaral-
"Dóro"




Existia uma amizade fraternal entre a figura histórica do proprietário e farmacêitico Alípio Magalhães da Silva Porto ("Sinhôzinho"), e o não menos respeitável também proprietário, Theodoro Cordeiro do Amaral ("Dóro Amaral") na cidade do Brejo da Madre de Deus, e tanto um como outro eram chegados à brincadeiras inusitadas entre eles, mas sempre compreendidas quando essas brincadeiras passava dos limites.

Na residência de "Sinhôzinho", (isto na década de 40 do Século passado), havia um velho galo que tinha as pernas desfeituosas, aleijado, pois suas pernas eram grossas e horríveis, cujo galináceo tinha o apelido de "PAPAI JACÓ".

Certo dia Dóro Amaral mandou matar o galo de Sinhôzinho sem que esse tivesse conhecimento, pois, certamente se soubesse não deixaria matá-lo uma vez que gostava muito dêle, pela sua plumagem e cato, mesmo já sendo velho. Matou mandou consinhar o mesmo e convidou Sinhôzinho para o almoço, e ele foi inocentemente almoçar com Dóro e outros amigos. Só que Sinhôzinho gostava do galo "Papai Jacó", mas tinha verdadeiro nôjo por causa das suas pernas aleijadas e cascudas. Ocorreu, no entanto, que Sinhôzinho quando estava prestes a terminar o almoço, Dóro Amaral falou para ele o seguinte:

"Que tal o gosto da carne de "Papai Jacó"?

E Sinhôzinho respondeu: "Deixa de nôjo Dóro."

E Dóro complementou: "olha cabra besta, tu comeste foi o "Papai Jacó" mesmo, olha aqui as pernas dele, idiota. Foi o bastante para Sinhôzinho começar a vomitar sobre a mesa, e até adoecer, de tantas náuseas quando se lembrava de haver comido o tal galo. Mas não ficavam intrigados, e o outro que se cuidasse da "represália" depois.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

HABITANTES DA POVOAÇÃO DO BREJO REIVINDICAM MELHORIAS EM 1831

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Em Audiência Geral celebrada a 25 de junho de 1825 na Povoação do Brejo da Madre de Deus, Têrmo da Vila de Cimbres, pelo Ouvidor-Geral pela Lei, e Provedor e Corregedor da Comarca, na casa da sua aposentadoria, o Comandante José Mariano de Sá, com os Juízes Ordinários, Vereadores e Procurador da Câmara da dita Vila, e mais pessoas da Nobreza e povo, representaram, que era de bem geral, necessidade do público e serviço Imperial, que quanto antes se cirasse um Julgado na Povoação do Brejo da Madre de Deus do Têrmo de Cimbres, Comarca do Pajeú, enquanto requeriam ao Ministério se cirasse o mesmo em Vila, segundo a sua situação, população, e pessoas probas para ocuparem cargos da governança, sôbre o que dirigiram ao Presidente da Província e Governador da Relação, sendo, porém, criado o requerido Julgado.


Em 12 de dezembro de 1831 dirigem os moradores da Povoação do Brejo um requerimento ao Conselho Geral da Província, pedindo a sua criação em Vila, acompanhando a êsse documento uma informação do Dr. Francisco Maria de Freitas e Albuquerque, Ouvidor e Corrgedor Geral da Comarca do Sertão, em que dizia, que: desde a criação daquela Comarca, que a Povoação do Brejo tem serido pelas suas vantagens, de residência dos Ouvidores e autoridades militares em diligências, e que desde 1825 procuram os seus habitantes elevá-la à graduação de Vila, para mais comodidade e pronta administração da Justiça, e Expediente do Serviço pÚblico.


Em 1833 dirigem-se de novo ao mesmo Conselho, fazendo igual pedido, entre outros documentos que juntaram ao seu requerimento, figura uma informação do Juiz de Paz local, em que diz: ---"Esta Povoação e Freguesia é a ,ais habitada por êstes Sertões, a tanto que aos domingos há sessões de uma Sociedade pública, intitulada FEDERAL BENEFICENTE, o que mais prova a opulência desta Povoação, além de outras comodidades locais". --- Atendidos enfim os habitantes do Brejo nesta sua aspiração, e tendo então o Conselho da Província de dar execução ao Código do Processo Criminal, em 22 de maio do referido ano de 1833 confere à Povoação os foros de Vila com título local de Brejo da Madre de Deus.


Procedendo-se à eleição dos seus Vereadores na Casa da Câmara da Vila de Cimbres, de cujo Têrmo foi desmembrado o seu território, em 9 de outubro, teve lugar a instalação da Vila no dia 26 do msmo mês e ano de 1833, pelo Presidente da Câmara de Cimbres, Pantaleão de Siqueira Cavalcanti, sendo os seus primeiros Vereadores: Tomás Alves Maciel, João Lúcio da Silva, Antônio Francisco Cordeiro de Carvalho, José Pedro de Miranda Henriques, Semeão Coreia de Albuquerque, o Padre Luís Carlos Coelho da Silva e João José Velho, os quais, deferido o competente juramento, entraram logo em exercício, funcionando a Câmara em prédio proprio doado por um dos seus munícipes.


Foi assinado para Têrmo da Vila o de tôda a Freguesia de São José do Brejo da Madre de Deus, e mais --- a parte da Freguesia de Taquaritinga, pertencente a Pernambuco, cujas águas entram no rio Capibaribe, acima do riacho Tabocas --- segundo resolução do Conselho.


Constava então a Vila de oito ruas e dois pátios, com cêrca de cem prédios, e tinha uma Aula de Latim e uma Escola Primária.


De par com a categoria de Vila, teve o Brejo o predicamento de Comarca, instalando-a o seu primeiro Juiz de Direito Dr. João José Teixeira da Costa, e em 1879 os foros de cidade.


A igreja Matriz de São Joséque vem da primitiva Capela do Povoado, reconstruída em 1853, e aumentada em 1858, é mais importante edifício da cidade; e fundada em 1830 uma confraria sob a invocação do seu padroeiro, regendo-se por compromisso próprio, aprovado em 17 de outubro de 1833, ficou sob a sua administração o Patrimônio instituído pelos Padres da Madre de Deus, constante de meia légua de terras em sua extensão e largura.


É também um bom edifício o da Cadeia, construído em 1847. Custou 30:000$000, tem dois pavimentos, funcionando no segundo o FORUM, Prefeitura e Conselho Municipal.


Nota-se, enfim, a Capela de Nossa Senhora do Bom Conselho, cuja pedra fundamental foi lançada a 6 de outubro de 1852 pelo Missionário Capuchinho Frei Caetano de Messina; e o Cemitério Público inaugurado em 1857.


BREJO DA MADRE DE DEUS:


criação do Distrito de acordo com o Código de Processo, ocorreu no dia 22.05.1833, e instalado em 26.10.1833. Tornou-se Cidade pela Lei Nº 1.327, e 04.02.1879 e Município autônomo pela Lei Nº 52 do Estado, em 20 de junho de 1893. Tinha os seguintes Distritos quando da emancipação: Belo Jardim. Aldeia Velha (Xicuru), Serra dos Ventos, Jatobá (Jataúba), Riacho Doce e Couro d'Antas. Hoje Belo Jardim é cidade, Xicuru pertence a Belo Jardim; Jatúba é cidade; Riacho Doce pertence a Caruaru e Couro d'Antas pertence a Riacho das Almas.