segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

HISTÓRIA DO BREJO DA MADRE DE DEUS - Newton Thaumaturgo - 03



2ª parte final do PREFÁCIO

Continuação:

Sobre a fundação do Brejo da Madre de deus, antes mesmo da publicação deste livro, o autor entrou em polêmica com estudioso da nossa história, a respeito do fundador ou fundadores, aparentemente discordantes que são as suas opiniões. Para Newton Thaumaturgo, que se baseia na "Enciclopédia Nacional dos Municípios Brasileiros", nos arquivos da paróquia e demais pesquias, o município do Brejo surgiu na localidade denominada "Tabocas", ainda hoje existente, onde se estabelecera o português André Cordeiro. Diferencia ele, quanto ao nascimento do município, que aí teria iniciado, e o nascimento da cidade do Brejo, a qual foi fundada pelos padres recoletas da Congregação de São Felipe de Nery. No capítulo IV, que trata da denominação, desmembramento, freguesia e patrimônio, o autor nos diz que a "fundação do Brejo da Madre de Deus, foi em 1751 e a da cidade em 1752, "todavia, diz também com muita evidência, o seguinte: que a uns trezentos anos passados, aqui no Brejo, havia se fixado o português André Cordeiro, tendo povoado o lugar Tabocas, onde residiu." Comparando com as pesquisas pessoais e penosas, o autor faz referência que no arquivo paroquial encontrou um registro de óbito, em livro de 1818, de uma mulher que contava com 75 anos de idade,casada, residente e que, por dedução, nascera no ano de 1743, antes portanto da chegada de padres recoletas. Apresenta ainda o autor, dados que justificariam a discordância existente no tocante à doação das terras à freguesia do Brejo, ainda não criada à época.
As terras, conforme o autor, e com base em suas pesquisas, seriam do lusitano André Cordeiro.
No capítulo IX o autor volta às "provas da fundação", dizendo tornar-se "até enfadonho, tantas notas com relação a um só fato." Fato que o autor afirma não ser de sua criação, mas com base em "acuradas pesquisas". Em "Memórias Históricas da Província de Pernambuco", volume 1, páginas 68/69, o autor, José Bernardo Fernandes Gama, registra que "a Villa do Brejo foi erecta no ano de 1833". Diz mais que "há 85 anos que o Brejo principiou a ser habitado", assinalando assim que havia povoação no ano de 1748, três anos antes da chegada dos recoletas do Oratório da Madre de Deus. Com esse registro Newton Thaumaturgo coleta mais um dado em favor do seu ponto de vista que é, a seu entender e de tantos outros, o ponto de partida da existência do Município do Brejo da Madre de Deus. A publicação da FIDEPE, de 1982 e oriunda da "Encicloédia Nacional do Muncípios Brasileiros"-1958, obsorve a tese defendida pelo autor quando discorre sobre a história do Brejo da Madre de Deus. É de se perguntar, afinal: por que não a polêmica? A história do Brejo precisa ser contada, divulgada, discutida até. Esse é um desejo abençoado, sobretudo para aqueles que cultuam a terra linda, o Brejo amado, a memória de nosso querido município, de tantas e tantas tradições. Como bem já disse Gustavo Krause, por ocasião do 10º Aniversário da FUNDARPE:" ao apgar o elo da tradição morre a cultura". A cultura, segundo ele, não é bem supérfluo, significando ainda" a identidade comunitária". Saudades, lembranças, emoções renovadas! é o mínimo que sentirão os brejenses e todos aqueles que gostam do Brejo, ao lerem as páginas dessa obra que o autor nos oferece, fruto de um denodado esforço, digno do nosso reconhecimento. Revivemos a nossa infância, as nossas vidas, os nosso elos. Nas ruas de nossa terra, nas csas de nossas ruas.Um momento, uma pessoa, uma lembranã, uma saudade.
Ouço os ecoos de um dobrado
Na rua de minha cidade
"Laranjeiras", o velho sobrado,
Recanto da minha saudade.
Tipos populares retornam às nossa mentes: Sá Aninha, Badé, Cajarana, Seu Cícero. Neco Cabecinha e tantos outros. A professora, D. Glorinha, mestra de muitas gerações, hoje falecida. Convivendo com alunos apimentados como "Beca de Doro", Toinho de "seu" Gustavo, o Sarará e Luiz de D.Laura, mais tarde o famoso Silveirinha, dstacada figura do rádio pernambucano e há pouco tempo falecido. O Cine Carlos Gomes, ao lado da Igreja do Bom Conselho é ponto de encontro da antiga sociedade brejense. Com Amaro Maciel, o "Marú", deleitando a todos com o seu trombone e acompanhamento, enquanto, na tela, desfilavam os astros de então. Tudo, em plena mudez. Lá estavam. Tom Mix, Tim Mc Coy, Hoot Gibson, Bufallo Bill, Richard Talmadge, Bucky Johnes, Bob Steele, os prefridos "cow-boys". Lembramo-nos dos carnavais; os estrudos, as limas de cheiro, os blocos, a "La Ursa". A tradicional rivalidade, os carnavalescos do Brejo e de Fazenda Nova, distrito querido e famoso. Aliás, sempre desejoso de emancipação. Em destaque, desde a inauguração de sua fonte de águas minerais até o belísimo espetáculo da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém.
Falar das casas senhoriais do Brejo, dos sobradões, da cadeia, das águas do cacimbão, do escorrêgo. é reviver na memória os acontecimentos que muitos viveram e transmitiram aos que lhs sucederam.
Newton Thaumaturgo é um "Jornalista Matuto", como bem o disse Albérico Magalhães Porto, que o conheceu no Brejo, ainda menino "a partiipar dos programas da Difusora do Cônego Antônio Duarte".
Nascido no Recife, casado com uma brejense e pai de três filhos. Iniciavacomo "jornalista interiorano", escrevendo para um pequeno jornal da Escola Cônego Rochae, do Brejo. Correspondente do "Jornal do Commercio(Recife), no Interior. Ajudou na organização do Arquivo Paroquial do Brejo. Por duas vezes foi Vereador. Participou de quase todas as atividades sócio-culturais e desportivas do município. Promoveu o 1º Encontro de Jornalistas do Interior de Pernambuco, na cidade do Brejo. Um ano após, realizou o 2º Encontro em Fazenda Nova, com a participação de Plínio Pacheco. Em Caruaru continuou escrevendo para a Rádio Difusora e jornais "A Defesa" e "Vanguarda". Correspondente do "Diário da Manhã". Sócio da Associação da Imprensa de Pernambuco, Secretário Administrativo da Câmara de Caruaru e Assessoor Legislativo de várias Câmaras Municipais. Publicou através da FIAM o livro "História de Panelas-Terra dos Cabanos".Publicou ainda o livro "O Barão de Buíque-também Barão do Poço". Newton Thaumaturgo luta contra a depredação dos registros históricos: livros, placas, árvores, bustos, estátuas, documentos, pinturas e objetos outros.É, na sua simplicidade, um modesto defesnsor da História Municipal.
A Newton Thaumaturgo, os nosso agradecimentos pela escolha do prefaciador, jejuno em atividade que tais. A sua intenção, temos certeza, estribou-se na lembrança de homenagear os filhos do Brejo da Madre de Deus, os quais, modesta e orgulhosamente representamos. Enrequecida está, nessa obra, a memória municipal. JOSÉ FALCÃO."

7 comentários:

  1. Gostei muito do seu trabalho e necessito de mais informações sobre a radio mais antiga de Brejo da Madre de Deus, bem como o tipo de música que se propagava durante os anos de 1919 a 1930.

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  2. O Brejo da Madre de Deus-PE a exemplo de outras cidades antigas, porém pequenas, não dispunha de emissora de rádio antigamente, face não só a sua localização geográfica, mas levando-se em consideração à sua pequena economia, pois como sabemos que o Rádio no Brasil nasceu oficialmente em 7 de setembro de 1922, com PRA-2 (Rádio Sociedsde do Rio de Janeiro, que começou a operar em 30 de abril de 1923.

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    1. Muito obrigada pela disponibilidade você me ajudou bastante com minha pesquisa de TCC

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    2. Segundo as informações orais, antigamente predominavam as Valsas dos grandes compositores, especialmente as vienenses, mas também as polcas, choros canções românticas da época, notadamente nas serenatas, e os dobrados pelas Bandas Musicais e finalmente as Músicas Sacras.

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    3. Segundo as informações orais, antigamente predominavam as Valsas dos grandes compositores, especialmente as vienenses, mas também as polcas, choros canções românticas da época, notadamente nas serenatas, e os dobrados pelas Bandas Musicais e finalmente as Músicas Sacras.

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  3. Você saberia me dizer qual era o tipo de música ou os tipos de música que tocavam na cidade de Brejo no período de 1919 a 1930. Ou somente se ouvia músicas da igreja?

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